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Automotivo

Stellantis

Linhas, robôs, PCs e solda falando a mesma língua — a fundação de dado que sustenta análise e IA depois.

UNS
Lines + Robots + PCs + Welding via OPC UA → Industrial Edge → BigQuery
2022
co-publicação do paper na Sensors (MDPI, Q1) com base nessa arquitetura
<1ano
investimento recuperado — dentro do primeiro ano, por redução de tempo de ciclo e de parada

Uma planta automotiva gera dado em toda parte — e quase nunca no mesmo formato.

Linhas de montagem, robôs, PCs industriais, células de solda e PLCs, cada um falando um protocolo próprio, entregando dado num formato diferente do vizinho. Analytics e IA prometem valor, mas sem uma camada de dados unificada por trás, a promessa fica no slide.

A Stellantis já tinha maturidade de automação — o gargalo era outro: transformar dado disperso em dado confiável, acessível e no mesmo formato para quem precisa decidir.

Este trabalho acontece na planta de Goiana, em Pernambuco, e é construído em conjunto: a Stellantis, a Universidade de Pernambuco (UPE) e nós. Entramos com tecnologia, engenharia industrial e integração — a iniciativa é do ecossistema, não de um fornecedor.

Diagrama de topologia: as linhas de produção 1, 2, 3 até N, cada uma com um Siemens Industrial Edge Device rodando HighByte, PostgreSQL, Jupyter e Grafana, publicando para um hub HighByte central — o Unified Namespace da planta.
A topologia implantada: um Industrial Edge Device por linha, cada um publicando para um hub central. O Unified Namespace cresce linha a linha, sem virar um projeto novo a cada máquina.

Por que UNS, e não mais um dashboard

Um dashboard novo em cima de dado desorganizado só maquia o problema. O Unified Namespace organiza o dado na origem, uma vez, para que qualquer análise futura — hoje ou daqui a três anos — herde a mesma fundação confiável.

Integrar cinco famílias de fonte de dado — linhas, PCs, robôs, solda e PLCs — sem parar a produção para fazer isso.

Cada célula da planta já operava, cada uma com seu próprio histórico de configuração e protocolo. Substituir tudo do zero não era opção real numa planta automotiva em produção contínua. A integração precisava acontecer em cima do que já existia, sem risco à linha.

E havia uma segunda exigência, menos óbvia: a arquitetura precisava sustentar não só o dashboard de hoje, mas também a pesquisa aplicada que viria depois — o tipo de dado que sustenta publicação científica revisada por pares, não só relatório interno.

Um namespace único para toda fonte de dado da planta — antes de qualquer analytics em cima dele.

  • Arquitetura de Unified Namespace. Junto com a equipe da planta e a UPE, desenhamos e implantamos o UNS conectando Lines, PCs, Robots e Welding via OPC UA ao Siemens Industrial Edge — cada fonte publicando no mesmo formato, sem precisar ser substituída. O escopo tinha duas metades: definir o stack de tecnologia e definir as diretrizes de modelagem de dado.
  • Um Edge por linha, um hub no centro. Cada linha de produção recebeu um Siemens Industrial Edge Device rodando o HighByte ao lado de PostgreSQL, Jupyter e Grafana; todos publicam para um hub HighByte central. É essa topologia que faz o UNS crescer linha a linha, em vez de virar um projeto de integração novo a cada máquina.
  • Modelagem por produtos de dado. O dado é normalizado uma vez, com definição e regra de KPI acordadas, e publicado como produto padronizado. Arquivo, SQL, OPC e outros drivers entram no mesmo modelo — o indicador passa a ser calculado num lugar só, e toda aplicação lê o mesmo número.
  • Persistência em escala. Da borda, o dado segue integrado ao BigQuery, criando um histórico único e consultável para toda a planta, em vez de silos por célula ou por linha.
  • Visibilidade de performance. Sobre essa base, o ResultMonitor entregou indicador de OEE e Pareto num único painel, alimentado pela mesma fundação de dado.
  • Interface via Mendix. As aplicações operacionais foram construídas sobre Mendix on Edge, entregues em ciclo curto junto com a equipe da planta.

A fundação de dado da Stellantis passou de arquitetura interna a caso de pesquisa aplicada.

  • Arquitetura UNS em produção — Lines, Robots, PCs, Welding e PLCs via OPC UA, do Industrial Edge ao BigQuery, operando de forma contínua.
  • Base do paper publicado na Sensors (MDPI, Q1) em 2022, com a arquitetura da planta servindo como caso de estudo revisado por pares.
  • Investimento recuperado dentro do primeiro ano — o retorno veio de redução de tempo de ciclo e de tempo de parada, sustentados pela análise que a fundação de dado passou a permitir.
  • Em expansão: a solução avança para toda a planta de Goiana; na sequência, as demais plantas no Brasil, com conversas em curso sobre plantas em outras regiões.

"Antes, cada área via o próprio dado. Hoje, todo mundo olha para a mesma fonte — e discute solução, não discute número."

Diretoria de Tecnologia Industrial · Stellantis

Cada ferramenta resolveu um problema específico deste case — sem excesso, sem lacuna.

Siemens Industrial Edge Unified Namespace (UNS) HighByte OPC UA PostgreSQL Grafana Jupyter BigQuery ResultMonitor Mendix on Edge

Seu dado industrial fala línguas diferentes?

Antes do próximo dashboard ou modelo de IA, vale a pena perguntar se a fundação de dado por baixo já é confiável. Conte como está hoje.

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